ACIMA DE TUDO O AMOR SONETOS LIVRES VOLUME 1


Ideal

Quando um ideal vira sonho?
Quando um sonho vira luta?
Quando uma luta vira luto?
Quando um luto vira dor?

Se se demoram a compreender;
Se se acabam os sonhos;
Se se perdes os anos;
Se se amou e ficou só.

Eremita fica! Como um sem amor.
Não como um ideal e sim, dor.
Apenas o ideal imortal acabou...?

E se escuta –nova chance...
De lutar... E lá vai... Amor!
O ideal é a Fênix... Venceu...

_____________________________________

Desavisado

Amei a mais bela delas (do rio)
Daquelas que porventura
Numa aventura, desventura-se,
O desavisado... Inventa-se...

Se poeta... A poetizar;
Se pintor... Pinta telas;
Sendo homem... A desejar, amar;
Sendo os sonhos dela... É amado.

Aventurei-me, desavisado...
Linda carinhosa meiga, amiga...
Acabou-se nossos tempos, adoeci...

Belos olhos claros...
Cabelos castanhos claros...
Procurem-na é a mulher que amo.

_________________________________________



Coletivo de emoções

A caterva fala em códigos de gírias:
Corja de time, cachoeira e pencas,
Em alcateia, matilha, manada,
Feixe de parlamentares e magistrados.

Conjunto de corrupção... Abjetos.
Objetos do colarinho, de mentirosos.
Cuidado ao virarem acervo
Elenco de canastrões.

-Quando a manada estourar,
Saiam de seu caminho,
Ao avistarem a cáfila,

O time, a tripulação ignota,
Cuidado com a vara de bambu...
Só é homônima de vara de porcos...


__________________________________________




Aqui

Aqui nestes versos íntimos
Tratando-se de realidade,
Tratando-se de idealismos
Haverá, sobretudo piedade.

Dedico estes versos a todos:
Os violentos, maldosos, impiedosos,
Façam o bem, ou serão ninguém.
Ter vida é ajudar vidas.

Vida, vidas, viveres, víveres.
A solução do mal...
Não sorria pelo mal...

Felicite o bem, aqui!... (Paga-se além...)
Pratique a felicidade, aqui!... (Além do corpo)
Afinal aprenda à vida, aqui!... (Cuidado)


_____________________________________________






MEU SONHO

E um dia, por um dia;
Nesse dia amar-te-ia;
Em um sonho, nosso sonho.
Só realizar eu queria.

Uma vida, nossa vida,
Em um sonho, o real,
Feliz seria, sim seria,
Não acordaria. Eu e ti.

Nossos dias, todos dias,
De manhã aos beijos viveria.
À noite, nos amando ficaria.

Nós inteiros, sim vivendo.
Nossos dias fim não haveria.
Eterno duraria, amor eterno.

-_______________________________________





Peço... Não me elida,
Ao menos... Iluda-me.
Apenas os já amados,
Não querem compaixão.

E beijo a ponta da sola, do teu pé;
Toda a curva escultural, de teu corpo;
Até o fim do fio, dos teus cabelos;
Nos teus labelos suscito, engolfado, beijo.

Converse comigo;
Desculpe-me,
Mas eu te amo.

Nunca me desprezes. Amo-te;
Nem me trates mal, ama-me;
Dá-me teu terno olhar e casemo-nos.

_____________________________________


Agradeço

Sempre cuidará de mim (deusa)
E ainda acarinha-me no sorriso,
Cumprimenta-me com afago no olhar.
Lamento não me beijar, mãezinha.

Obrigado, por não me abandonar;
Por conversar comigo e não se calar;
Por não me deixar, só; nem me desprezar;
Por compreender-me mesmo sm amar-me.

Já louco, preso, morto, sim,
Para ti, a ti, por ti, estou.
Ao menos teu ser quero.

Um dia, seremos, juntinhos,
Amar-nos-emos; por Deus, mereço.
Linda loira dourada, rainha.

______________________________________

Dá-mo, amor.

Dá a mim o teu sentimento, amor.
Não me deixas ajoelhar, implorar,
Por isto amo-te, deusa de amor.
Sabes ser mulher, sabes ser deusa.

E o sol nasceria para mim, afinal.
Sou sem canto no crepúsculo.
Os raios dourados de teu cabelo, loira,
Faltam; A aquecer-me, suscitar-me.

Sofro, por saber que não me amas.
Mesmo com medo de perder-te, amiga.
Volto, ainda, a implorar, ama-me.

Dá-me afago, dá-me paixão, amada minha;
Dá-me tua presença serena, eterna e sã;
Dá-me todo amor e teu serei, todo, sempre.



Errar

Cessaram as letras, palavras.
Chegamos ao clímax do fim?
Qual retórica, oratória,
Quando perdemos os argumentos?

Vernáculos, vocábulos, sons de letras,
Só perdem os ouvintes, leitores.
Se dominados pelos desequilibrados...
(Que são os suseranos do capital)

E sempre haverá um meio,
-Em meio ao dominante –de ter sentido,
De ser sentido, de ser lido.

Quem errou primeiro:
Quem se deixou dominar,
Quem dominou e fez domínio? (Erraram)...

______________________________________


Múmia

Tu és sarcófago! És sepulcro! És pirâmide;
Ou ainda... Paraíso, éden, sião;
Ades, inferno, seol... Dor e o tormento...
Ou ainda... És descanso! És paz! És alegria!

Tu és visto como uma múmia... Parado!
Ainda que corra ou que morra... Vívido.
Depressão sob pressão... Angústia, medo;
Conflito, aflito, afligido... Não finjas.

Tu foges, tu engoles e tu só sofres.
Ficas doente por pessoas que te enganam.
Enclausura-se em teus livros, em teus escritos.

Sepultura vazia e assento lágrímas...
Ostra, casulo, morte... Abre-se! Que viva!!!
Mostre a pérola ao ser que voa... Vive!!!

_____________________________________________

Já(..)

Sou livro numa estante,
Em que há muitos livros escondidos...
Poetas, pacifistas, seres d’aqui,
Que estão nestes universos.

Estante vazia... À primeira vista;
(e meu amor não foi comigo)
Instante... Inconstante, estante... Universo.
Já não podemos ficar assolados.

Nestes códigos de palavras isoladas,
Nestes desencontros de universos,
Não há tempo para pararmos.

Já não é à primeira vista;
Já não é o primeiro verso;
Já não são nossos olhares... (ecos).

____________________________________________



LEMBRANÇA DE VIVER

Na lembrança de morrer,
E do meu viver,
Lembrar-me-ei das musas,
Que perdi e não esquecerei...

E até hoje choro,
Escuto teu nome e imploro.
Tão linda e não me espanta,
Se só me faz, amar-te...

Surjam diante de mim,
Ninfas, sombras, sereias,
Amadas, lindas, minhas...

Fiz-me esquecer de tudo,
E acabei lembrando-me de nada,
E esqueço de viver e choro...

_____________________________________


E declaro-me...

Nunca senti uma pele minha (amor);
Jamais beijei a boca amada (nua);
Todo os amores (longe) eu senti, perdi.
Ficaram para sempre em mim, (sonho).

Que me faz amar-te, linda.
Com o carinho, da alma, (afago);
Com a fé do Espírito, (doutrina);
Com desejo do corpo, (paixão).

Se me inspiras, musa minha;
Se ainda recebes poesia para ti;
Se de mim cuidas, carinho meu.

Claro que te amo, sim, para mim;
Como não haveria de amar-te;
E o quanto custa este amor...


___________________________________


Poeta

É enorme maldição,
Desilusão eterna;
É descontentamento,
Presente e ausente.

Versos, estes, sinceros,
Não serão belos, retos,
E neste soneto,
Sem rima, apenas findos.

Lá rima ou outra,
Ocasional, só bem vinda,
Imposição do soneto. E te amo.

Por que assim escrevo?
Porque não há por quê.
Amo e escrevo, nunca tere



Vós

Falei sobre o amor
Como alguém num deserto,em
Que chora e sem vaidades,
Clama ao uno Deus.

Não procurei rimas,
Estou desistindo,
Sem forças nem estruturas,
Sem aquela que chamo:
Oh! Amada minha,
Ah! Todo poderoso,

Socorro, socorro,
Não quero a morte,
Vós sois minha sorte.

_________________________________________

Boa vontade

Houve um tempo que fui puro,
Houve um tempo que me enfureci,
Houve tempos tristes de desamor.
-Amor -torna os homens puros.

Haverá pessoas que estarão contigo
Pela religião que professa, ou não;
Pela cultura que exprime... Interesses...
Pese na balança tua, delas...

Isto é aculturação!
Considere as palavras como:
-Amor, Paz, Social.

Comece pela etimologia;
Permeie pela história tua, delas...
Sejam homens de boa vontade.

____________________________________


Ainda há paz...

Há uma semente... Há uma árvore,
Que numa trena cultivada,
E com sol, chuva... e não corte!
Crescerá e dará frutos, sombra...

Há uma caneta, há uma mudança,
Escreva algo para acrescentar...
Não mais um livro às bibliotecas...
Somente à paz, amor... Derrame tinta.

Há uma flor, há muito mais...
Há pessoas para amarem, humanizar...
Há um universo, há muito a fazer...

Há uma criança... Seja igual.
Abençoe-a, Afague-a, nascerá um exército de paz.


Deseje paz por toda parte... Paz, sim paz.

____________________________________


Tu em mim

Digna morte vem! Chamei,
E a luz piscou medonha,
Voltei a mim sem ti, amor,
Coração chora e olho sangra.

Tu estás aqui em mim, minha;
Rosto sua de pânico, paixão;
Por que não vieste para mim, em ti;
Era apenas ficar comigo, eterna.

Eu não estaria assim,
Se aqui estivesses viesses,
E estás dentro de mim, imploro.

Aos amigos com orgulho diria:
Esta mulher é minha rainha.
E felicitações a mim todos dariam.

__________________________________

Amor eterno

Tão bela e a mim não espanta,
Tão doce que por ti me encanto,
Tão terna que teu olhar acarinha,
Tão segura e a mim descontrola.

Versos são belos e sinceros,
Meu amor é muito e eterno,
Infelizmente não foi único.
E desejo tua pele loira, nua.

Amor eterno não será belo,
No entanto, sincero, e espero,
Dês meu amor pra mim, pra ti, em mim.

Homem, mulher; amam muito e/ou sempre,
Se não amasse mente pra si,
E se mente pra si, ama-se em si.

________________________________

Rosa

Meu lírio, meu lírio, meu lírio lírico.
Rosa que nasce em minha casa no vale,
Na roseira entre as pedras e raízes,
Debaixo daquele nosso pé de abacate.

Meiga rosa de vestido negro (e batom),
Curto justo em enfeites e encantos.
Beije com os beijos de tua língua,
Como dito no cântico dos cânticos.

Como é doce tua voz macia,
Tal qual flauta doce aveludada;
O som de lira e muitas águas.

Quero acariciar teus lindos seios,
Andar por estas curvas loucas e perder-me,
Sem ferir-me, sem magoar-me. Só amar-me!





Nenhum comentário:

Postar um comentário